Meu novo blog de escritos literários: O Acrobata Embriagado
Acesse, leia, comente, ou não, mas visite ;)

Vladimir Kush
Meu novo blog de escritos literários: O Acrobata Embriagado
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Vladimir Kush
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Conforme já estava anunciando há algum tempo, acabo de inaugurar um novo blog. Provavelmente o “Pontes Oníricas” será encerrado ou as postagens por aqui serão mera obra do acaso (embora o acaso não exista). O novo blog (speculacultura) exigirá muito trabalho para sua manutenção e não poderei continuar dividindo os esforços com esta atual página.
Acesse: SPECULACULTURA
Abs.
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O novo blog já está próximo da inauguração. Sua nova proposta está idealizada e o primeiro post em breve estará no ar.
Algumas das mudanças do novo blog:
1- Todos os assuntos abordados e discutidos serão inseridos, prioritariamente, em contextos artísticos;
2 – Análise dos assuntos a partir de suas diversas representações na literatura, música, artes plásticas…
3 – Preocupação em não se limitar a mera informação, mas, além disso: ao desenvolvimento do debate;
4 – Textos mais extensos e embasados
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Porque uma história de derrotas não muda com uma vitória!
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Leitores, em breve mudanças ocorreram neste blog. Talvez ele seja substituído por outro com uma proposta mais abrangente e diversa. Já estou iniciando o projeto e à medida que sua concretização se aproximar darei mais informações.
Abraços.
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De acordo com O Globo o exterminador governador da Califórnia Anorld Schwarzenegger recentemente apresentou um projeto que promete alterar radicalmemte a forma de ensino nas escolas californianas. Sua intenção é substituir os livros didáticos tradicionais por meios eletrônicos na transmissão de conhecimento (iPods para leitura, por exemplo) e o uso redes sociais. Segundo a matéria a principal intenção do exterminador governador é cortar gastos do orçamento público destinado a educação sem abrir mão da qualidade do ensino, no entanto, com essa medida uma série de debates novamente se fazem necessários. O uso exclusivo de meios virtuais no ensino pode acarretar malefícios? E qual o impacto do crescimento desenfreado da produção e utilização de aparelhos eletrônicos (de difícil reciclagem) no meio ambiente? Afinal os componentes químicos presentes nesses aparelhos são extremamente nocivos à natureza e a velocidade com que eles são substituídos por tecnologias mais recentes é enorme.
Sobre essa questão acredito que seja ponto pacífico o entendimento de que o uso de recursos eletrônicos nas escolas agregam valores positivos e, de fato, é imensamente atraente o uso desses meios (já bastante populares entre os estudantes) como ferramenta de aprendizado. No entanto, creio que a questão não é tão simples e aspectos importantes não podem ser esquecidos. Assim, penso principalmente em até qual ponto isso afetará, por exemplo, a capacidade de escrita manual dos alunos, ou a relação estudante X livro, ou a própria prática da leitura escolar, afinal acredito que as tecnologias eletrônicas ainda deixam muito a desejar no tocante a comodidade e qualidade do ato de ler – pode até ser excesso de fetiche, de minha parte, pelo velho e bom papel, mas considero a leitura feita numa tela fria e dura bem mais desagradável e cansativa do que a mesma feita num livro. Por outro lado estamos falando de jovens que já crescerão habituados com essa forma de assimilação de conhecimento o que poderá mudar por completo a forma de entender essa questão. E nesse ponto o assunto já envereda para uma outra discussão, qual seja o futuro do livro: ele chegará um dia a ser considerado fonte alternativa de conhecimento? Cederá seu lugar no Olimpo para a leitura digital? Acredito que sim, mesmo sem crer que isso representará o seu fim, nem entender que esse processo dentro das escolas deve ser tão brusco e irresponsável.
Nesse sentido, outro ponto relevante é a questão ambiental. Qual destino terá essa montanha de equipamentos eletrônicos quando se tornarem obsoletos (o que nos dias atuais não leva mais do que alguns poucos anos)? Não seria um paradoxo implementar políticas que substituem meios recicláveis (como o papel) e menos agressivos ao meio ambiente, por recursos eletrônicos altamente nocivos, justo num momento em que a discussão sobre desenvolvimento sustentável é tão urgente? Afinal se o próprio sistema educacional de um Estado não consegue de sustentar sobre bases corretas do ponto de vista ecológico, o que podemos esperar de toda uma sociedade fruto deste? Imaginemos um sistema de ensino público com milhares de escolas, milhões de estudantes e, consequentemente milhões de iPods ou outras ferramentas de armazenamento de dados para leitura, sendo substituídos a cada 2, 3 ou 4 anos por versões mais modernas? O que fazer com tamanho lixo eletrônico?
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Recentemente tive a grata surpresa de encontrar o blog Pela Toca Do Coelho, trata-se de um espaço destinado a abordar vários temas relacionados a obra Alice no país das maravilhas e lá encontrei a indicação de uma curiosa animação dessa história feita na URSS, isso mesmo. Segundo o blog os três vídeos que a integra:
É um filme, feito na ex-União Soviética em 1981, dirigido por Efim Pruzhanski, chamado “Алиса в Стране Чудес”, que traduzido significa “Alisa no País dos Milagres”. Ele é dividido em três partes, então eu suponho que tenha sido feito somente pra televisão…
Os vídeos possuem uma animação bastante diferenciada e uma música bem legal, destaco as cores utilizadas, muito vivas e belas de assistir, além da peculiar forma adotada para criar cenas, é claro que não dá pra entender os diálogos (a lingua é russa), mas pra quem conhece a história (como eu) não há dificuldade nenhuma em acompanhar os episódios. Pra quem é fã dessa obra vale muito a pena conferir.
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O texto postado abaixo constitui parte da monografia de minha namorada. Achei tão interessante que deixo aqui para quem se interesse pelo assunto.
(…)
Feitas essas imprescindíveis considerações iniciais acerca da influência das tecnologias digitais na literatura infantil – e agora delimitando este capítulo a abordagem da literatura infantil brasileira –, somos obrigados a olhar para o passado e verificar, mesmo que sinteticamente, a trajetória dessa literatura em nosso país se quisermos melhor compreender os seus conteúdos e formas, explorados na atualidade.
Nesse sentido, pode-se afirmar que a literatura infantil brasileira apenas começou a florescer a partir do século XX, momento em que a exploração dos mitos, lendas e histórias folclóricas nacionais, passaram a serem feitas com a devida propriedade, bem como houve uma maior preocupação em se produzir obras destinadas a um público infantil. Isso ocorreu mais precisamente na segunda década do século XX quando Monteiro Lobato ao lançar O sítio do pica-pau amarelo, através da publicação A menininha do narizinho arrebitado, iniciou uma literatura voltada para crianças, ainda inédita no Brasil. Essa publicação mesclou em suas páginas, histórias e figuras, pertencentes a cultura nacional (tais como o saci, o curupira) à temas mitológicos e uma infinidade de situações fantásticas, que contadas a partir de formas narrativas coloquiais remetem a tradição da literatura oral. Aliado a isso, Monteiro Lobato, pela primeira vez em nosso país, também criava histórias voltadas para crianças mesclando conteúdo educativo à irreverência, à liberdade de imaginação, e a promoção do livre questionamento, incentivando, já no público infantil, a formação de leitores críticos e, conseguia, dessa maneira, iniciar o processo de construção de uma real literatura infantil brasileira.
No entanto, apesar dos esforços de Monteiro Lobato, a literatura infantil brasileira (em razão da falta de um conjunto de obras e autores fomentadores de uma regular produção literária capacitada atender às necessidades do público infantil) apenas iria alcançar maior desenvoltura décadas posteriores, mais precisamente a partir dos anos 70, conforme a Drª Maria Zaira Turchi, apresentou no XI Congresso Internacional da ABRALIC (Associação Brasileira de Literatura Comparada):
A partir dos anos 70, a literatura infantil e juvenil inaugura um período extremamente fértil no Brasil. As obras podem ser agrupadas em tendências temático-estilísticas, construindo uma história do gênero que reflete o momento histórico social brasileiro e a situação do leitor por meio de um projeto estético ousado e criativo. Aparecem nomes que ainda hoje continuam a publicar, com sucesso, obras para crianças e jovens, entre eles: Ruth Rocha, Ana Maria Machado, Lygia Bojunga Nunes, Ziraldo, João Carlos Marinho entre outros, reatando as pontas com a tradição lobatiana por novas vias que contemplam a crítica social, o humor, o suspense, a aventura da linguagem.
Nesse período, o gênero literário infantil, utilizando uma estética que privilegiava uma maior relação entre texto, ilustrações e elementos gráficos, abordavam temas tocantes ao cotidiano, a crítica a sociedade brasileira, a aventura, ao suspense… e o uso de uma veia humorada e irreverente, sem perder de vista a valorização do imaginário infantil e a formação de um leitor, não apenas passivo, mas principalmente crítico. Dessa forma, pode-se perceber a riqueza que constituiu este período para a literatura infantil, tanto em termos quantitativos (números de autores, sistematização das publicações infantis), quanto em termos qualitativos (forma utilizada, conteúdo abordado), o que inevitavelmente originou um salto para essa faceta da produção literária brasileira.
Feita essa breve exposição sobre a trajetória da literatura infantil pátria e agora retornando nosso olhar para o presente, passaremos a observar como esta literatura é produzida atualmente, destacando os temas e as formas, presentes nas publicações recentes.
No atual cenário da literatura infantil podemos perceber, a princípio, uma retomada dos clássicos universais, bem como o uso da paródia de histórias antigas, conforme as palavras de Maria Zaira Turchi:
No panorama atual, um levantamento da produção literária para crianças aponta para uma retomada dos clássicos universais, dos clássicos brasileiros, dos contos de fadas, de histórias exemplares, de narrativas das mitologias grega, africana, indígena, entre outras. Além da publicação em nova edição, bem cuidada, com os avanços dos recursos disponíveis nas artes gráficas, há também a revisitação dessas antigas histórias numa direção da paródia ou da desconstrução pelo humor ou pela crítica dos valores ou paradigmas sociais. Essas formas e temas literários revitalizados trazem como marca estética a presença de dados da contemporaneidade na caracterização do tempo, do espaço e dos conflitos.
Dessa forma, entende-se que os temas clássicos continuam mantendo sua importância na literatura infantil brasileira, bem como histórias que se originam no chamado inconsciente coletivo (mitologias, contos de fadas) ainda são consideradas bastante atrativas e exploradas no cenário literário infantil, embora as mesmas nem sempre consigam acrescentar novas idéias ou elementos e, não raramente, são usadas pelas editoras com o propósito de apenas aferir lucro à custa de fórmulas prontas. Também vale destacar que as obras infantis contemporâneas estão adotando um caráter menos realístico na abordagem social, algo comum na década de 80, e apresentam uma tendência em ressaltar fórmulas mais simbólicas, poéticas e esperançosas na busca da humanização das relações sociais. Outro aspecto que ainda merece destaque é a forma e a aparência que os livros infantis estão adotando. Em virtude dos grandes avanços na área gráfica, bem como do constante aperfeiçoamento editorial, existe uma forte tendência em tornar o livro destinado ao público infantil, cada vez mais rico do ponto de vista gráfico e de ilustração. Assim, recursos dessa natureza ganham mais espaço nas recentes publicações, o que se por um lado gera um efeito mais atrativo, por outro, pode ofuscar o conteúdo e o discurso presente na história infantil, negligenciando sua mensagem.
(…)
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